Cruz Vermelha apela a donativos em nova campanha “Vale+” para reforçar apoio alimentar

A campanha começou no dia 26 de fevereiro e decorre até quarta-feira, 4 de março, podendo qualquer pessoa comprar vales solidários nos supermercados aderentes, no valor de um, dois ou cinco euros, nas caixas registadoras.
Agência Lusa
Agência Lusa
02 mar. 2026, 14:05

A Cruz Vermelha Portuguesa tem a decorrer mais uma edição da campanha “Vale+”, em parceria com superfícies comerciais, para fazer face ao aumento do número de pedidos de apoio alimentar por famílias.

A campanha começou no dia 26 de fevereiro e decorre até quarta-feira, 4 de março, podendo qualquer pessoa comprar vales solidários nos supermercados aderentes, no valor de um, dois ou cinco euros, nas caixas registadoras.

“Estes vales representam bens essenciais que serão distribuídos pela Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) às famílias apoiadas”, diz a organização em comunicado.

De acordo com a CVP, a iniciativa apela à participação da comunidade, “num contexto em que a procura por ajuda continua a aumentar de forma significativa”, e acontece em parceria com os supermercados Continente, El Corte Inglés e Lidl.

Citado no comunicado, o presidente da CVP destaca que a campanha “permite transformar pequenos gestos em grande impacto”, num momento em que “a situação social do país exige uma mobilização coletiva”.

“Os pedidos de ajuda continuam a aumentar, este apoio da população é vital”, defende António Saraiva.

Segundo a CVP, nas três edições de 2025 da campanha “Vale+” foi possível angariar 630 mil euros, com os quais garantiram mais de 178 mil refeições distribuídas por “mais de 40 mil famílias em situação de vulnerabilidade”.

“A CVP reforça que cada contribuição, independentemente do valor, tem impacto direto na vida de quem enfrenta dificuldades económicas e torna-se, por isso, essencial o envolvimento de toda a sociedade no combate a uma emergência social cada vez mais abrangente, que atinge não apenas pessoas desempregadas, mas também famílias cujo rendimento não permite fazer face às despesas básicas”, refere a organização.