Ataques na Venezuela: Governo diz não haver portugueses entre os afetados

O Governo português afirmou não ter, até ao momento, indicação de cidadãos nacionais afetados pelos ataques aéreos dos Estados Unidos na Venezuela.Também Marcelo Rebelo de Sousa está a acompanhar a situação em articulação com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, após explosões em Caracas. 
Agência Lusa
Agência Lusa
03 jan. 2026, 12:14

Vista de Caracas na Venezuela
Estados Unidos atacaram Caracas, na Venezuela

O Governo português disse este sábado à agência Lusa que não há, até ao momento, indicações de que cidadãos portugueses tenham sido afetados pelos ataques aéreos dos Estados Unidos contra a Venezuela.

“Até ao momento não temos indicação de que a comunidade portuguesa esteja a ser afetada”, indicou fonte oficial.

A embaixada de Portugal em Caracas e os consulados-gerais em Caracas e Valência apelaram à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter “tranquila e em casa”, após os Estados Unidos terem realizado ataques aéreos, nomeadamente na capital.

Os consulados-gerais portugueses na capital venezuelana e em Valência disponibilizaram “canais destinados a situações urgentes", nomeadamente contactos telefónicos, correio eletrónico ou através da plataforma de mensagens Whatsapp, "reforçando o compromisso do Estado português com a proteção e assistência” dos cidadãos nacionais.

No mesmo comunicado, as autoridades referem que a utilização destes contactos destina-se “exclusivamente a situações de comprovada urgência”.

Além disso, recomendam que os cidadãos nacionais residentes na Venezuela mantenham os seus contactos atualizados, “a fim de garantir uma comunicação eficaz e atempada com os serviços consulares portugueses sempre que se revele necessário”.

A Venezuela tem uma relevante comunidade emigrante portuguesa. Cerca de 220 mil pessoas estavam registadas nos serviços consulares na Venezuela em novembro do ano passado, mas este número não inclui os lusodescendentes, pelo que as autoridades calculam que a dimensão da comunidade "seja bastante superior". A comunidade portuguesa na Venezuela é uma das maiores da diáspora, sendo a segunda maior da América Latina, depois do Brasil.

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, este sábado, um “ataque em grande escala” na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolás Maduro, que foi retirado à força do país. É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolás Maduro.

Marcelo Rebelo de Sousa está atento à situação na Venezuela, em articulação com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, após explosões em Caracas, que denunciou uma agressão dos Estados Unidos da América.

O chefe de Estado português "está a acompanhar a situação na Venezuela em articulação com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros", Paulo Rangel, lê-se numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República. 

O Governo da Venezuela denunciou, este sábado, uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos da América, após explosões na capital durante a noite e o Presidente Nicolás Maduro decretou estado de exceção.

Fonte do Governo PSD/CDS-PP disse à Lusa que as autoridades portuguesas estão "a acompanhar a situação na Venezuela ao minuto", em contacto com a embaixada em Caracas e com vários governos europeus.

Num comunicado do Governo venezuelano, "a Venezuela rejeita, repudia e denuncia" uma "gravíssima agressão militar" perpetrada pelos Estados Unidos da América "contra o território e a população venezuelanos, em localidades civis e militares de Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, nos arredores de Caracas".

O Presidente Nicolás Maduro decretou o estado de exceção e apelou a "todas as forças sociais e políticas do país para ativarem os planos de mobilização".

No mesmo comunicado, "convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem planos de mobilização e a repudiarem este ataque imperialista", apelando aos seus apoiantes para irem para as ruas: "Povo às ruas!".

Caracas anunciou também que irá denunciar nas Nações Unidas a "gravíssima agressão militar" norte-americana no país.