Termas Romanas de Évora vão ser requalificadas antes da Capital Europeia da Cultura

A Câmara de Évora vai avançar este ano com a requalificação das Termas Romanas situadas nos Paços do Concelho, num investimento de 1,2 milhões de euros, com o objetivo de transformar o sítio arqueológico num espaço museológico integrado antes da Capital Europeia da Cultura Évora_27.
Agência Lusa
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10 jan. 2026, 11:56

Termas romanas
Fotografia: Termas romanas em Évora | Turismo Portugal

 A Câmara de Évora quer avançar este ano com obras de requalificação das termas romanas situadas no edifício dos Paços do Concelho, num investimento de 1,2 milhões de euros, revelou hoje o presidente do município.

Em declarações à agência Lusa, o autarca de Évora, Carlos Zorrinho, indicou que a empreitada vai ser financiada em 85% através do programa Alentejo 2030, no âmbito do Investimento Territorial Integrado (ITI) “Rede Cidades de Cultura”.

“É mais um passo dado no trabalho que estamos a fazer para requalificar e dar mais qualidade ao património que temos na nossa cidade”, salientou.

As Termas Romanas de Évora situam-se na zona central dos Paços do Concelho, na Praça do Sertório, no centro histórico da cidade alentejana, e foram encontradas, no final de 1987, durante escavações arqueológicas na parte mais antiga do edifício.

Segundo o autarca, o financiamento da empreitada está aprovado e os serviços municipais estão, agora, a preparar o projeto de requalificação do espaço, que deverá ser apresentado durante o primeiro trimestre deste ano.

Escusando-se, para já, a apontar datas para o início e conclusão das obras, Carlos Zorrinho estabeleceu o objetivo de o sítio arqueológico estar requalificado no arranque da Capital Europeia da Cultura (CEC) Évora_27, em fevereiro do próximo ano.

“Atualmente, os visitantes entram, visitam e saem. Verifico que, na câmara, há muito fluxo de pessoas curiosas que vêm ver as termas romanas, mas precisam de ser recuperadas e de ser integradas”, argumentou.

Com este projeto, adiantou o presidente do município, “vai passar a haver um espaço integrado, um projeto museológico, com explicação, com um circuito e a possibilidade de observação a partir do primeiro andar”.

O projeto inclui “também toda a componente de informação e estratégias de comunicação e de integração das termas no património da cidade”, acrescentou.

De acordo com a câmara, as Termas Romanas de Évora, que terão sido construídas no século II ou III, têm uma área de cerca de 300 metros quadrados e são compostas por três áreas distintas: o 'laconicum' (zona de banhos de vapor), o 'praefurnium' (zona de fornalhas) e a ‘natatio’ (piscina ao ar livre).