Municípios associados na Lipor produziram mais lixo em 2025 do que em 2024

Em 2025, mais de 367 mil toneladas de resíduos das oito cidades da Lipor foram encaminhadas para valorização energética, com aumento na reciclagem de papel e embalagens.

Agência Lusa
Agência Lusa
23 fev. 2026, 12:21

A produção de lixo nas oito cidades do Grande Porto associadas na Lipor aumentou 1,2% em 2025 face ao ano anterior, anunciou hoje aquela associação intermunicipal em comunicado, com mais de 367 mil toneladas encaminhadas para valorização energética.

“O modelo integrado da Lipor permitiu encaminhar 367.460 toneladas para valorização energética, assegurando a produção de 163.985 MWh (megawatts por hora) de energia elétrica para a rede nacional”, pode ler-se na nota hoje enviada às redações.

Do lixo que a Lipor - Associação de Municípios para a Gestão Sustentável de Resíduos do Grande Porto recebeu, 16.742 toneladas foram depositadas em aterro.

No último ano, destaca, recebeu 71.084 toneladas de papel, plástico, metal e vidro para reciclagem multimaterial, um aumento de 2,3% relativamente a 2024.

A capitação total por habitante do ano 2025 cifrou-se, então, nos 122,5 quilos, “refletindo o desempenho do sistema na recolha de recicláveis”.

Em comunicado, a associação intermunicipal dá conta desta entrada de mais de 71 mil toneladas provenientes “da recolha seletiva porta-a-porta e de proximidade com acesso condicionado”, mas também ecopontos e ecocentros nos oito municípios que a compõem - Porto, Maia, Matosinhos, Gondomar, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Espinho e Valongo.

O papel e cartão, com aumento de 3,4% para 26.115 toneladas, e as embalagens, com crescimento de 3,7% em relação ao ano anterior, para 18.222 toneladas, lideraram o crescimento nas unidades de triagem.

Em sentido inverso, nos biorresíduos foram recolhidas 55.160 toneladas, menos 0,4% em relação a 2024, descidas também verificadas nos verdes (decorrentes de jardinagem, poda e outras atividades relacionadas), de 2% para 26.296 toneladas.

Numa flutuação que a Lipor atribui a “comportamentos distintos entre fluxos”, os alimentares subiram 1,1%, para 28.863 toneladas.

O tratamento dos resíduos na Lipor gera produtos que, releva a associação, “apresentaram uma positiva performance ambiental”, a começar pela energia elétrica gerada e depois exportada para a rede, o composto orgânico e o substrato Nutrimais, e ainda os recicláveis.

“Tiveram um impacto positivo na redução de emissões de gases com efeito estufa noutros setores económicos na ordem das 139.407 tCO2e [toneladas métricas de dióxido de carbono equivalente], o que equivale às emissões de gases de efeito estufa associadas à circulação anual de 53.600 automóveis”, pode ler-se na nota.

A Lipor, criada em 1982, é composta pelos municípios do Porto, Maia, Matosinhos, Gondomar, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Espinho e Valongo, abrangendo cerca de 10% da população portuguesa.