Presidentes das CCDR eleitos com base em entendimento entre PSD e PS
Os candidatos a presidentes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) propostos por PSD e PS, num acordo eleitoral, foram, esta segunda-feira, eleitos, em eleições indiretas, por colégios de autarcas, anunciou o Ministério da Coesão.
Segundo o Ministério da Economia e da Coesão, num comunicado, foram eleitos Álvaro Santos (PSD) na CCDR-Norte, Ribau Esteves (PSD) no centro, Teresa Mourão Almeida (PS) em Lisboa e Vale do Tejo, Ricardo Pinheiro (PS) no Alentejo e José Apolinário (PS) no Algarve.
Foram, esta segunda-feira, também eleitos pelos presidentes das câmaras do continente um vice-presidente por cada uma das cinco CCDR: Ricardo Bento (Norte), Nuno de Almeida (Centro) José Alho (Lisboa e Vale do Tejo), Aníbal Coelho da Costa (Alentejo) e Jorge Botelho (Algarve).
À exceção da CCDR-Norte, todas as restantes candidaturas eram únicas.
No Norte era também candidato o até agora presidente da CCDR, António Cunha, que concorreu proposto por membros do colégio eleitoral.
Todos os candidatos eleitos, esta segunda-feira, foram escolhidos com base num acordo eleitoral entre PSD e PS, que acordaram a eleição de candidatos social-democratas para as CCDR do Norte e do Centro e socialistas para Lisboa e Vale do Tejo (LVT), Alentejo e Algarve.
Citado no comunicado, o ministro da Coesão, Manuel Castro Almeida, saudou a eleição dos novos presidentes e vice-presidentes, que considerou “muito importante para prosseguir com o processo coordenado de desconcentração”.
“Os presidentes de câmara, vereadores, membros das assembleias municipais, incluindo presidentes de junta de freguesia, confirmaram em cada região os nomes propostos conjuntamente pelos dois principais partidos autárquicos”, acrescentou.
Os presidentes das CCDR são eleitos para um mandato de quatro anos por colégios eleitorais de autarcas das respetivas regiões, constituídos pelos presidentes de câmara, presidentes das assembleias municipais, vereadores eleitos e deputados municipais, incluindo os presidentes das juntas de freguesia.
No total, podem eleger os presidentes das CCDR mais de 10.700 autarcas do continente.
Os vice-presidentes, um por cada região, são eleitos por um colégio eleitoral constituído pelos presidentes das 278 câmaras municipais do continente.
Além destes dirigentes eleitos indiretamente, cada CCDR terá um outro vice-presidente escolhido pelo conselho da região (exceto autarcas) e mais cinco nomeados pelo Governo para as áreas da educação, saúde, cultura, ambiente e agricultura, que reportam diretamente ao executivo nacional.
“Com os membros agora eleitos e os que irão ser designados pelo Governo para as áreas setoriais reforça-se o exercício de planeamento e de coordenação regional e mais próximo das populações”, referiu Castro Almeida.
O ministro e o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, acompanharam as eleições na Direção Geral da Administração Local (DGAL).
Ribau Esteves foi eleito presidente da CCDR do Centro
O antigo presidente das câmaras de Aveiro e Ílhavo, Ribau Esteves, eleito esta segunda-feira como presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, destacou a “elevada participação” no sufrágio, que é “mais um incentivo” para desempenhar o cargo.
Depois de tomar posse, o que poderá acontecer “na última semana de janeiro”, o novo presidente da CCDR do Centro irá “juntar a equipa toda” e partir para o mandato “com grande empenho, vontade de trabalhar e de acrescentar valor à região centro e, obviamente, a Portugal”.
“Olho para esta realidade, na abordagem final das eleições, com essa nota positiva, referenciando-a num forte incentivo para seguirmos em frente, para pôr mãos ao trabalho”, acrescentou.
Ricardo Pinheiro assume presidência da CCDR do Alentejo com aposta na proximidade
O presidente eleito da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, prometeu, na segunda-feira à noite, pugnar pela “defesa e afirmação” da região, privilegiando a proximidade entre os vários territórios alentejanos.
Nas declarações à Lusa, o presidente eleito da CCDR do Alentejo agradeceu o trabalho dos antecessores no cargo e disse querer “introduzir um espírito de proximidade, de velocidade, de eficácia e de eficiência” na governação do organismo.
“É extraordinariamente importante que essa dimensão de proximidade e de confiança do território se traduza numa ação diária onde a perceção e o enquadramento das necessidades de cada uma das NUTS III (unidades territoriais de nível 3) do território do Alentejo se possa fazer representar, tanto no enquadramento nacional, mas também no enquadramento europeu”, sublinhou.
Ricardo Pinheiro estabeleceu como ambições do seu mandato deixar “uma marca de defesa do Alentejo, de afirmação do Alentejo” e concretizar “os objetivos deste povo, que, durante muitos anos, viu perder pessoas para outras zonas do país e até [para] fora do país”.
“Precisamos de fazer um reencontro com a verdadeira essência do Alentejo e o potencial do Alentejo, para podemos dizer todos que é um espaço e um lugar ótimo para vivermos, criar os nossos filhos e, acima de tudo, continuar a criar o sonho que os nossos antepassados fizeram na construção da região”, acrescentou.
José Apolinário foi reeleito presidente da CCDR Algarve
O socialista José Apolinário foi, esta segunda-feira, reeleito como presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve com 75,91% dos votos expressos, segundo os resultados provisórios.
José Apolinário afirmou que acolheu os resultados eleitorais com sentido de “grande responsabilidade”, destacando que a sua candidatura conseguiu gerar uma “expectativa positiva junto dos autarcas representantes das populações”.
“Gostava também de destacar a singularidade do Algarve. No Algarve, os autarcas eleitos, os eleitos locais, seja pelo PS, pelo PSD, pela CDU [coligação PCP/PEV] ou pelo Chega ou independentes, procuram defender os interesses das populações dos seus municípios e freguesias - e quero sublinhar muito a importância das freguesias -, mas também têm uma visão da pertença à região, à região do Algarve”, destacou.
Para o próximo mandato, José Apolinário apontou como prioridades estratégicas os investimentos na saúde, a habitação, os investimentos no setor da água, a qualificação e os investimentos na educação.
“E vamos, naturalmente, começar a preparar o próximo quadro comunitário de apoio, 2028-2034. Esse vai ser, aliás, desde já o grande desafio que se vai colocar nos próximos dois anos”, assinalou.