Comissão Europeia reforça medidas contra gripe aviária após novos focos

A Comissão Europeia atualizou, esta quarta-feira, as regras de contenção da gripe das aves, depois de 60 novos focos da doença, incluindo um em Santarém. As medidas alteram as zonas de proteção e de vigilância em vários países da União Europeia. Portugal registou os novos focos em Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.
Agência Lusa
Agência Lusa
14 jan. 2026, 11:48

Galinhas brancas em cativeiro
Fotografia: Gripe das aves continua a ser uma preocupação para produtores e consumidores

A Comissão Europeia atualizou, esta quarta-feira, as medidas contra a gripe das aves, após 60 novos focos da doença, incluindo um em Portugal, no distrito de Santarém, alterando as zonas de proteção e de vigilância estabelecidas.

Portugal notificou novos focos em estabelecimentos onde eram mantidas aves de capoeira ou aves em cativeiro situados nos municípios de Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha (Santarém), segundo Decisão de Execução 2026/107, publicada no Jornal Oficial da União Europeia (UE), esta quarta-feira.

Os países que notificaram o executivo comunitário de novos focos são, além de Portugal, a Bélgica, a Bulgária, a Dinamarca, a Alemanha, Espanha, França, a Itália, a Hungria, os Países Baixos, a Polónia, a República Checa e a Suécia.

Bruxelas destaca que os Estados-membros afetados tomaram já as medidas necessárias para a contenção do vírus que provoca a doença, incluindo o estabelecimento de zonas de proteção e de vigilância em redor dos focos, e considera que “os limites das zonas de proteção e de vigilância estabelecidos por esses Estados-membros se encontram a uma distância suficiente dos estabelecimentos onde os focos de GAAP (gripe das aves de alta patogenicidade) foram confirmados”.

A GAAP é uma doença infecciosa viral das aves que pode ter um impacto grave na rentabilidade da avicultura, afetando o comércio dentro da UE e nas exportações para países terceiros.

Os vírus da GAAP podem também infetar aves migratórias, as quais podem propagar esses vírus a grandes distâncias durante as suas migrações do outono e da primavera.