Aeroporto de Lisboa: suspenso o sistema europeu de controlo de fronteiras
O sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos extracomunitários vai ser suspenso por três meses no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, avança a Lusa esta terça-feira. A decisão foi anunciada pelo Ministério da Administração Interna, depois de se registarem longos tempos de espera no controlo de imigração.
Em comunicado, o Governo justifica o reforço de medidas de contingência no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, com “o agravamento dos constrangimentos na zona de chegadas” de passageiros não-europeus provenientes de fora do espaço Schengen devido à evolução do novo Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia.
“Considerando a necessidade de implementar e reforçar as medidas de contingência definidas em setembro para que seja possível alcançar na zona de chegadas a redução dos tempos já conseguida na zona de partidas”, o Governo determinou “a suspensão imediata por três meses da aplicação do sistema informático EES, ao abrigo dos regulamentos europeus” no aeroporto de Lisboa, refere o Ministério da Administração Interna (MAI).
O MAI avança que será também feito um “reforço imediato” de militares da Guarda Nacional Republicana para ajudar a normalizar a situação e reduzir o tempo de espera dos passageiros.
Nos últimos dias, tal como noticiam vários jornais, alguns viajantes chegaram a esperar mais de sete horas para passar pelo controlo de fronteiras. A situação tem causado grande confusão no aeroporto, com milhares de passageiros afetados, incluindo famílias com crianças.
As companhias aéreas alertam para um problema grave de custos, uma vez que muitos passageiros estão a perder ligações devido às longas filas na imigração. Há também relatos de bagagens que ficam por recolher enquanto os passageiros aguardam autorização para entrar no país.
Vários passageiros queixam-se ainda de que a situação piorou desde a pandemia, considerando os tempos de espera excessivos e desorganizados.
O ministério indica ainda que vai ser “aumentado em cerca de 30% a capacidade de equipamentos eletrónicos e físicos de controlo das fronteiras externas até ao máximo suportado pela atual infraestrutura aeroportuária”.